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Douglas se reúne com lideranças de Araruna

 Representantes do município de Araruna, no Centro-Oeste do Paraná, se reuniram nesta terça-feira (25), em Curitiba, com o deputado estadual Douglas Fabrício (PPS). Além do vice-prefeito Renato Toaldo, também participaram do encontro os vereadores Natanael Faria, Toninho do Canto, Ângela Brito e Renê Duarte.

O motivo da reunião foi debater as principais reivindicações da cidade , em especial a recuperação do aslfalto no trecho entre a PR-558 e a BR-465, entre Campo Mourão- Araruna e Araruna- Peabiru.  Segundo os parlamentares, o trecho é uma alternativa de desvio do tráfego pesado do perímetro urbano de Araruna, encurta o trajeto do transporte de mercadorias do parque industrial da cidade até Campo Mourão e facilita o acesso para fornecedores e clientes das indústrias.

“É uma obra importante que vai ajudar no crescimento de toda a região, mas principalmente vai garantir segurança para os motoristas que  transitam diariamente pelo trecho. Por isso vou cobrar a atenção especial do governo para esse pedido”, disse Douglas.  

Gestão equivocada agravou problema com ações trabalhistas no porto

  Um dos principais motivos para o número de ações trabalhistas contra a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) saltar de mil para três mil nos últimos oito anos foi a postura política e administrativa adotada pelo governo passado na gestão do porto.  Foi o que afirmou nesta quarta-feira (26) o ex-procurador jurídico da autarquia Maurício Vítor de Souza, durante depoimento à CPI que investiga irregularidades nos portos paranaenses. Ele coordenou o setor entre 2009 e 2010.  

Segundo Souza, que também foi chefe de gabinete do ex-superintendente Eduardo Requião, em 1993 o governo federal aprovou a lei 8630 visando regulamentar a atividade portuária no país.  Um dos objetivos desta lei federal era permitir que a iniciativa privada controlasse as operações portuárias, mantendo a administração geral sob controle estatal. E uma das estratégias criadas na época para readequar o quadro funcional foi incentivar aposentadorias e demissões voluntárias.

Mas o governo paranaense optou por ignorar a lei e passou a defender a ideia de porto público, com maior participação da autarquia nas atividades portuárias. “Mas como A APPA não tinha o número necessário de funcionários, foi obrigada a realocar mão-de-obra”, explicou. 

Durante o depoimento, o ex-procurador também confirmou que escritórios de advocacia “compram” ações dos trabalhadores, o que é crime e fere o Código de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil. E disse que para evitar a prática um juiz de Paranaguá optou por pagar as ações diretamente aos trabalhadores.  

“Nos últimos anos, a opção não foi resolver os problemas e na prática os discurso de porto público não funcionou. Basta ver o problema das ações trabalhistas, dos terminais de fertilizantes e de álcool, que até hoje não funcionam, e da falta de investimento em dragagem e infraestrutura. Defendo o porto público, mas com eficiência”, disse o presidente da CPI, deputado estadual Douglas Fabrício (PPS). 

Quem também foi ouvido nesta quarta-feira foi o advogado Benedito Nicolau dos Santos, que coordenou o setor jurídico da APPA entre 2005 e 2008 e, em seguida, o setor financeiro.  Ele também ressaltou que o problema das ações trabalhistas era grande antes de 2003 e que piorou nos últimos oito anos. E disse que hoje 90% dos quase 700 funcionários da APPA têm mais de uma ação contra o porto.

Para os ex-procuradores, o problema só será resolvido definitivamente com a mudança jurídica do porto e a readequação dos funcionários.  

Número de ações trabalhistas no Porto de Paranaguá cresceu 200% nos últimos 8 anos

 

O número de ações trabalhistas que a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) responde na justiça duplicaram durante os oito anos do governo passado. Em 2003, elas chegavam a mil e hoje somam três mil ações, um aumento de 200%.

 Foi o que revelou nesta terça-feira (25), durante depoimento à CPI dos Portos de Paranaguá e Antonina, o ex-procurador da autarquia Alaor Ribeiro dos Reis. Ele coordenou o setor jurídico do porto entre janeiro de 2003 e outubro de 2004.

Segundo Ribeiro, as ações são ajuizadas porque trabalhadores contratados pelo regime CLT para uma função e salário específicos são realocados para exercer outras atividades. Ele também revelou que a maioria das ações parte de funcionários de empresas terceirizadas contratadas pelo porto.

“Empresas como as que atuam no ramo de serviços gerais, por exemplo, operam por um período e depois são desmobilizadas porque perdem as licitações. Muitas acabam não respeitando os direitos dos trabalhadores e o porto acaba respondendo por isso”, explicou Ribeiro.

O ex-procurador também revelou que, em 2003, o governo do Paraná quase foi obrigado a devolver o controle do porto de Paranaguá para a União por não ter recursos para quitar uma ação trabalhista de cerca de R$ 150 milhões que já havia sido julgada pela justiça.   

E não descartou que o mesmo problema volte a acontecer, já que hoje o porto tem um superávit mensal de R$ 186 milhões e um passivo trabalhista que chega a R$ 700 milhões.

Para o presidente da CPI, deputado estadual Douglas Fabrício (PPS), a situação mostra a desorganização e falta de compromisso dos ex-dirigentes do porto com os recursos públicos.

“Houve tempo suficiente para que todos que comandaram a autarquia propusessem uma saída para o problema, mas o que vimos foi a situação se agravar muito nos últimos anos. A CPI pretende agora propor soluções para acabar isso que parece uma indústria de ações trabalhistas em funcionamento em Paranaguá”, garantiu.   

CPI dos Portos ouve ex-procuradores da APPA

Os deputados que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que está investigando irregularidades nos portos paranaenses ouvem nesta terça e quarta-feira (25 e 26), na Assembléia Legislativa, os ex-procuradores jurídicos da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA). As sessões terão início às 10 horas, na sala das Comissões.

Serão ouvidos Alaor Ribeiro dos Reis, Eduardo Ramos Caron Tesserolli, Stella Maris Figueiredo Bittencourt, Benedito Nicolau dos Santos e Maurício Vítor de Souza. Eles ocuparam o cargo de procurador da APPA durante os oito anos do governo passado.

Na semana passada, durante depoimento à CPI, o atual chefe do setor, Maurício Ferrante, disse que processos e arquivos com cópias de contratos, aditivos, petições e licitações feitas pela APPA durante o governo passado desapareceram.  E afirmou que naquele período a autarquia teve uma administração deficiente e sem controle.

Segundo o presidente da CPI, deputado estadual Douglas Fabrício (PPS), outro tema que será discutido durante os depoimentos é o valor e o volume de ações trabalhistas. Hoje, a APPA conta com 680 funcionários e tem receita anual de aproximadamente R$ 186 milhões, mas responde na justiça por três mil ações que juntas somam cerca de R$ 700 milhões.

“Eles tinham cargo de chefia e responsabilidade de fazer a defesa jurídica do porto. Por isso precisam nos ajudar a entender como a dívida trabalhista do porto chegou a esse valor absurdo e quais as medidas que adotaram para evitar o problema”, explicou.  

Douglas Fabrício é o novo presidente do PPS de Campo Mourão

O deputado estadual Douglas Fabrício (PPS) é o novo presidente do diretório municipal do PPS, de Campo Mourão.  A eleição, por aclamação, foi realizada na noite desta quinta-feira (20), no Totello Business Hotel. Douglas assume o lugar de Edson Battilani, que estava na presidência há dois anos.

O evento contou ainda com as presenças do presidente estadual do partido, deputado federal Rubens Bueno, além dos vereadores Sidnei Jardim e Beto Voidelo. No congresso municipal também foi aprovado o nome do ex-prefeito Tauillo Tezelli como pré-candidato a prefeito na eleição do próximo ano. O ex-prefeito, que continua na vice-presidência do diretório, disse que está à disposição do partido e já está se preparando para enfrentar o processo eleitoral.
Além de defender a pré-candidatura de Tezelli para prefeito, o deputado Douglas conclamou os filiados a participarem da vida partidária, ao lembrar que o partido realiza reuniões a cada 15 dias. “O partido político é o primeiro que faz a escolha dos candidatos. É o partido quem oferece à população as opções de candidaturas, daí a nossa responsabilidade em formar bons quadros e apresentar uma boa chapa de vereadores também”, argumentou.

Ao entregar o cargo, Battilani agradeceu o empenho da militância na eleição do ano passado que elegeu os dois deputados, assim como os novos filiados. “Filiamos várias lideranças com grande potencial de voto, além de um grande número de jovens e mulheres, com destaque para aqueles que buscaram voluntariamente o PPS”, ressaltou o ex-presidente.
O deputado Rubens Bueno falou sobre a necessidade do partido retomar as grandes discussões de políticas públicas para a cidade, com participação popular e sugeriu bandeiras como saneamento básico e luta contra o analfabetismo. Ele também defendeu a pré-candidatura de Tauillo Tezelli. “Ele está pronto e preparado para retomar a seriedade na gestão pública de Campo Mourão”, completou.

O vereador Sidnei Jardim aproveitou também para justificar o voto pelo aumento do número de vagas na Câmara de Vereadores e também comentou sobre a luta do partido contra a corrupção em todas as esferas do poder. “A corrupção em Campo Mourão e no Brasil está igual porta-guardanapo: tira um e já aparece o outro”, comparou.

Dívida da APPA com ações trabalhistas chega a R$ 700 mi

  A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), que conta com 680 funcionários e tem receita anual de R$ 186 milhões, responde hoje na justiça por cerca de três mil ações trabalhistas que juntas somam mais de R$ 700 milhões. Os números foram repassados nesta quarta-feira (19) pelo diretor Jurídico da autarquia, Maurício Ferrante, durante sessão da CPI que está investigando irregularidades nos portos paranaenses. 

Segundo ele, só nos primeiros nove meses deste ano 200 novas ações foram ajuizadas contra a APPA. Cerca de 80% do total dos processos são motivados por desvio de função. E para fazer a defesa do interesse público a APPA  conta hoje apenas com dois advogados do quadro próprio.

Outras revelações que chamaram a atenção dos deputados é que 95% dos processos movidos contra a APPA estão sob a responsabilidade de 12 advogados, sendo que três profissionais respondem por quase a metade deles. E que pode estar havendo “compra” de ações por parte de alguns  escritórios de advocacia, o que é crime e contraria o código de ética e conduta da Ordem dos Advogados do Brasil.

O presidente da CPI, deputado Douglas Fabrício (PPS), afirmou que a denúncia é grave e que será investigada. E adiantou que a comissão estuda propor ao governo do estado mudanças na forma de contratação de funcionários (do regime CLT para estatutário), criação de um quadro jurídico próprio para o porto e que as condenações passem a ser quitadas com precatórios. Segundo Maurício Ferrante,  Paranaguá é hoje o único porto brasileiro a trabalhar com funcionários “celetistas” e avulsos simultaneamente.

“O número de ações que o porto responde é quatro vezes maior que o total de funcionários. E o valor delas compromete cinco anos de arrecadação. Isso é insustentável. Ou o porto acaba com as ações ou as ações acabam com o porto”, disse Douglas.

A CPI também solicitou a lista completa com o nome de todos os funcionários que ocupam cargos de comissão e que têm ações trabalhistas contra o porto. “Pode até ser legal, mas não é ético nem compreensível que alguém que está questionando o porto na Justi&ccedilccedil;a seja premiado com cargos de confiança. Ou desiste da ação ou deixa o cargo”, disse o deputado Mauro Moraes (PSDB).  

Durante o depoimento, Maurício Ferrante disse que seis pessoas comandaram a direção jurídica da APPA nos últimos oito anos, a maioria deles em cargo de comissão. E que processos e arquivos com cópias de contratos, aditivos, petições e licitações feitas pela APPA desapareceram.  “Tivemos uma administração deficiente e sem controle. O porto não pode ter um corpo jurídico itinerante, sem vínculos. E isso só se resolve com concurso público”, defendeu o advogado.    

Alep: CPI dos Portos ouve empresários nesta terça-feira (18)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis irregularidades nos portos de Paranaguá e Antonina vai ouvir nesta terça-feira (18), a partir das 10 horas, na Sala das Comissões da Assembleia Legislativa, os empresários Juarez Moraes e Silva (do Terminal de Containers de Paranaguá – TCP) e Valmor Felipetto (da Harbor Operadora Portuária). A CPI investiga denúncias de desvios de cargas, fraudes em licitações, existência de empresas “laranjas”, tráfico de influência e desvio de recursos públicos.

 

Recentemente o deputado Douglas Fabrício (PPS), presidente da CPI, afirmou que entre as irregularidades constatadas e que também preocupam os parlamentares, está a dívida da APPA com ações trabalhistas, que chegaria a quase R$ 500 milhões. Ele entende que esse é um dos graves problemas que a comissão precisa enfrentar, mas propondo também soluções. Ele explicou que a questão se repete em quase todos os portos brasileiros, e que pretende discutir o assunto com deputados federais e senadores, para encontrar uma solução mais ampla e satisfatória.

 

“Em Paranaguá, por exemplo, o volume corresponde à metade de todo o orçamento anual de Londrina, que é a segunda maior cidade do Paraná. É um volume muito grande de recursos que podia estar sendo investido em saúde, educação, segurança, ou até mesmo na infraestrutura das cidades onde os portos estão instalados. Isso precisa mudar”, alertou.
Integram a CPI, além de Douglas Fabrício, os deputados Fernando Scanavacca (PDT), Professor Lemos (PT), Jonas Guimarães (PMDB), Stephanes Júnior (PMDB), Ademir Bier (PMDB), Mauro Moraes (PSDB), Evandro Junior (PSDB), Hermas Brandão Junior (PSB), Rasca Rodrigues (PV) e Elio Lino Rusch (DEM).
 

 

Fonte: Assessoria de Imprensa (41) 3350-4188 / 4049

Investimento de R$ 20 mi feito pelo governo no porto de Paranaguá só beneficiou grupos privados

O investimento de cerca de R$ 20 milhões feito pelo governo passado na construção de um terminal público de fertilizantes, que deveria atender todas as empresas que operam no setor no porto de Paranaguá, hoje beneficia apenas três grupos privados: Fortesolo, Rocha Top e Harbor.

 

Essa foi uma das constatações do deputado estadual Douglas Fabrício (PPS), que presidente a CPI que está investigando irregularidades nos portos paranaenses. Nesta terça-feira (17) a comissão ouviu o depoimento de Valmor Fellipeto, superintendente da empresa Harbor Operadora Portuária e Juarez Moraes e Silva, diretor da Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

 

Segundo o deputado, a justificativa do ex-superintendente da APPA Eduardo Requião para construir o terminal com recursos públicos foi que a estrutura agilizaria o desembarque, diminuiria custos para os produtores rurais e todos os operadores deste tipo de mercadoria poderiam utilizar o local.

 

Mas informações obtidas pela CPI revelam que a obra não possuía projeto adequado, a construtora não era habilitada, não houve acompanhamento técnico nem licenças ambientais, que o terminal foi construído numa área que dificulta a manobra de caminhões e que não há sistema para carregamento em trens, apesar de haver uma linha férrea próoacute;xima ao local.

 

Além disso, o terminal tem capacidade para apenas 20 mil toneladas, quando a maioria dos navios que desembarca fertilizantes em Paranaguá transporta entre 30 mil a 40 mil toneladas. “Ou seja, o terminal não atende as necessidades do setor e só tem funcionabilidade se estiver interligado por correias aos silos privados”, explicou Douglas.

 

O deputado também explica que através de um chamamento público que está sendo contestado na justiça pelo Ministério Público Estadual , o ex-superintendente repassou o direito de exploração aos três grupos privados, sem a exigência de investimentos ou contrapartidas mínimas.

 

“Por isso apenas uma das empresas fez investimentos no terminal até hoje. Eles sabem que o chamamento deve ser derrubado pela justiça porque não tem validade jurídica nenhuma. Ou seja, o governo investiu dinheiro público para beneficiar empresas privadas”, afirmou o presidente da CPI.

 

Outros problemas apontados nos depoimentos são a falta de investimento e de dragagem em Paranaguá e Antonina. Segundo Juarez Mendes Silva, da TCP, Paranaguá opera hoje com até 98% de taxa de ocupação, quando organismos internacionais determinam a expansão das instalações quando esse índice atingir 60%.

 

Ele também lembrou que o PAC 2 está disponibilizando cerca de R$ 5 bilhões para investimentos nos portos brasileiros, mas para o porto de Paranaguá estão reservados apenas R$ 50 milhões. Além disso, o governo federal vai aplicar outro R$ 1 bi na construção de sete terminais de passageiros em todo país, mas o porto paranaense não será contemplado.

 

“Isso mostra falta de projetos. Nossa participação nos investimentos deveria ser proporcional a importância de Paranaguá para o país.  E hoje respondemos por 10% do PIB nacional”, defendeu.

 

Nesta quarta-feira (19), a CPI vai ouvir o atual diretor jurídico do Porto, Maurício Ferrante. Um temas debatidos serão as ações trabalhistas contra a APPA, que hoje ultrapassam os R$ 500 milhões. 

Douglas Fabrício anuncia liberação de R$ 4,8 milhões para a Região da Comcam

O vereador e presidente do PPS de Barbosa Ferraz, Edenilson Miliossi, participou nesta terça-feira (11), em Curitiba, da liberação de obras de pavimentação para diversos municípios do Paraná. Ele representou o deputado estadual Douglas Fabrício (PPS), autor dos ofícios solicitando melhorias nas ruas e avenidas dos municípios que compõem a Comcam.  

Os recursos serão liberados pela Secretaria do Desenvolvimento Urbano através do Programa de Recuperação Asfáltica de Pavimento (Recap). Entre as cidades que vão receber investimentos estão: Barbosa Ferraz, Corumbataí do Sul, Engenheiro Beltrão, Goioerê e Campo Mourão. Juntos, os municípios da Comcam vão receber aproximadamente R$ 4,8 milhões.

“Durante a campanha, eu e o deputado Douglas percorremos todos os municípios da Comcam e pudemos sentir de perto as necessidades da nossa gente. Na época, assumimos o compromisso de melhorar a vida das pessoas, em especial das mais carentes. O deputado Douglas tem sido um grande aliado da Comcam junto ao governo, seu empenho tem sido decisivo para a liberação de obras e verbas”, disse Miliossi. 

Irregularidades no Porto causaram prejuízo de R$ 20 bi ao Paraná

A má administração do porto de Paranaguá durante os oito anos do governo passado causou um prejuízo de mais de R$ 20 bilhões aos produtores paranaenses. E o setor mais prejudicado foi o agronegócio. Só em 2005, o prejuízo chegou a R$ 2 bilhões.

Foi o que afirmou nesta quinta-feira (6) o economista Luiz Antonio Fayet, durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que está investigando irregularidades cometidas nos portos do Paraná.  

Fayet, que é membro do Conselho da Autoridade Portuária (CAP) de Paranaguá e consultor em logística da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), também apontou falhas graves em licitações para a dragagem do porto, queda na eficiência operacional, diminuição do volume de exportação, aumento na taxa de risco, além de falhas em contratos e desrespeito às leis ambientais brasileiras.

O economista citou ainda um suposto esquema de propina que funcionava em Paranaguá e afirmou que empresas que tentaram denunciar a prática acabaram sendo perseguidas. “Algumas até deixaram de operar porque as irregularidades não interessam a quem quer trabalhar de forma correta e sem surpresas”, garantiu.

Entre os desvios de cargas, Fayet falou sobre o desaparecimento de cerca de seis mil toneladas de soja que sobram anualmente da chamada reserva técnica. E de um guindaste chamado cabria, capaz de levantar uma carreta carregada. Ele afirmou que o porto paranaense, que já foi um dos mais importantes do país, está sucateado e perdendo espaço no mercado nacional e internacional.

“Enquanto Paranaguá embarca 1,2 mil toneladas de soja por hora, portos como o de Santos e os do nordeste se modernizaram a conseguem embarcar o dobro disso”, garantiu.

O economista disse ainda que a maioria das denúncias encaminhadas pelo CAP ao ministério público estadual e federal, aos tribunais de contas do estado e da união, ao ministério dos Transportes e até ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sequer foram investigadas.

E citou uma possível indústria das ações trabalhistas no porto, com a possível participação de integrantes da APPA.  “As irregularidades só continuaram porque não houve punição”, garantiu.

O presidente da CPI, deputado estadual Douglas Fabrício (PPS), adiantou que a comissão vai encaminhar ofícios aos órgãos fiscalizadores cobrando as medidas que foram adotadas após o recebimento das denúncias.

“A inércia e a falta de medidas legais contra os maus administradores contribuíram para o prejuízo enorme que o Paraná e o Brasil sofreram nos últimos anos. E estes órgãos fiscalizadores precisam explicar que medidas foram adotadas ou os motivos que impediram que elas fossem tomadas”, explicou.

Fundo Perdido:

 
Barboza Ferraz R$     250.000,00 
Corumbataí do Sul          R$     210.000,00 
Engenheiro Beltrão R$     200.000,00 
Goioerê R$     220.000,00 
Financiamento:   
Campo Mourão R$ 4 milhões